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sábado, 17 de março de 2012

Texto de Charles Feitosa para a orelha de Canção, estética e política: ensaios legionários

Por que escrever um livro de filosofia em torno da Legião Urbana? É apenas uma banda de rock, diriam alguns, com letras e arranjos simples, como tantas outras que surgiram no cenário brasileiro dos anos 80. Nada mais injusto. A aparente simplicidade da obra da Legião Urbana esconde diversas matizes e nuances. Enquanto os outros grupos da época se revezavam entre canções românticas ou canções de revolta, Renato Russo e sua trupe criavam sons híbridos poderosos, capazes de reunir na mesma levada, versos de amor e de protesto (como na música “Índios” de 1986). Isso foi um das marcas da originalidade da Legião, capaz de, em um mesmo gesto musical, conectar o universal com o particular; o coletivo com o individual; o político com o afetivo; instâncias essas que a história do ocidente sempre insistiu em separar (vide a tragédia grega antiga Antígona ou os dramas modernos de Shakespeare).
Nesse sentido o livro Canção, Estética e Política -- Ensaios Legionários de Marcos Carvalho Lopes deve ser saudado como um importante acontecimento literário e cultural. Em primeiro lugar, porque em uma época de muitas homenagens a Legião, na forma de biografias, filmes e shows, faltava um livro que ousasse dialogar com a densidade do trabalho de Renato Russo e parceiros. Em segundo lugar porque representa mais um importante avanço para a filosofia universitária brasileira, que ainda teima em fixar seus olhos na cultura europeia e a ignorar o que se passa a sua volta. Precisamos urgentemente, cada vez mais, de mais e melhores livros que se proponham a pensar filosoficamente nossa própria cultura, nos seus fundamentos estéticos e políticos.
Os Ensaios Legionários propõem diversas chaves de compreensão das canções da Legião, percorrendo temas tão diversos, como complexos, tais como o tempo, o cotidiano, o amor, a existência, a sociedade de consumo, a solidão, os rumos do país, os impasses da arte, etc. Essas chaves de leitura não pretendem ser definitivas, nem esgotar o sentido das canções, ao contrário, elas servem muito mais para desvelar outras e variadas portas, que ainda precisarão ser abertas e exploradas. Se a música da Legião nos impelia a dançar, a cantar e a pensar, o leitura do livro de Marcos Carvalho Lopes nos convida a escutar novamente essas canções com olhos e ouvidos renovados. 

Charles Feitosa, autor de Explicando a filosofia com arte, Charles Feitosa é professor e pesquisador do Programa de Pós-Gradução em Artes Cênicas da UNIRIO, com pós-doutorado em Filosofia pela Universidade de Potsdam-Alemanha e doutorado em Filosofia na Albert Ludwigs Universität Freiburg, no mesmo país.


O livro estará disponível para compra a partir de 25/03 nas livrarias ou no site da 

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domingo, 11 de março de 2012

Anpof Ensino Médio

A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia programou para o seu próximo encontro bianual um conjunto de eventos paralelos voltados para os professores de filosofia do Ensino Médio, a ANPOF Ensino Médio. Com isso, a ANPOF espera atender a uma demanda crescente, do poder público, dos professores de filosofia do Ensino Médio e da comunidade universitária, em torno das contribuições do trabalho acadêmico de nível de Pós-graduação em filosofia para o ensino de filosofia no Ensino Médio.
Recentemente, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) criou diversas iniciativas de fomento à formação dos professores da Educação Básica, com a participação da comunidade acadêmica (Prodocência, PIBID, PARFOR etc.). Qual o papel da Pós-graduação nesse cenário? Diante das diversas posições acerca do mérito, das finalidades e métodos do ensino de filosofia na Educação Básica, a ANPOF assume a responsabilidade de abrir um espaço de diálogo e troca de experiência, onde as demandas por uma formação qualificada para a Educação Básica possam ser ventiladas e atendidas, na medida do possível, do interesse da comunidade acadêmica e dos próprios professores do Ensino Médio e licenciandos em filosofia. Uma premissa fundamental dessa iniciativa é que há, evidentemente, uma via de mão dupla entre a Educação Básica e o Ensino Superior.
Com a ANPOF_EM, esperamos contribuir para que essa via se torne ainda mais ampla, propiciando o fortalecimento e a integração da comunidade acadêmica em seus diversos níveis de atuação profissional, de ensino, pesquisa e extensão.
INSCRIÇÕES A PARTIR DE 15 DE MARÇO
(com taxas especiais para professores do ensino médio)
http://anpof.org.br/encontros/15/in...
PROGRAMAÇÃO DA ANPOF_EM:
- Relatos de experiências (ver chamada abaixo)
- Minicursos
- Sessão Plenária: Pós-graduação e Ensino Médio
- GT Filosofar e Ensinar a Filosofar
RELATOS DE EXPERIÊNCIA/ANPOF_EM
Chamada para inscrições de propostas
1) As sessões de relatos de experiência da ANPOF_EM têm como objetivo divulgar e discutir experiências de ensino de filosofia realizadas em escolas de ensino médio.
2) As experiências serão selecionadas com base na sua relevância para a melhoria e ampliação do ensino de filosofia e no seu potencial de replicação em outras escolas e regiões do país.
3) Poderão se candidatar professores de filosofia do ensino médio das redes públicas e particulares de ensino, que tenham participado das experiências a serem relatadas seja como principal protagonista seja como colaborador.
4) Serão selecionadas 20 experiências
5) As sessões de apresentação ocorrerão nos dias 22, 24 e 25 de outubro, das 16h00 às 18h30.
6) O tempo para cada apresentação será de 20 minutos, seguidos de 10 minutos de discussões e debates com os ouvintes.
7) As propostas deverão ser encaminhadas em formulário eletrônico próprio, disponível em www.filosofia.ufpr.br/anpofe...
8) As propostas serão avaliadas e selecionadas com base em parecer emitidos pela comissão organizadora e pelo comitê científico.
9) Os autores das propostas selecionadas deverão também realizar a sua inscrição geral no evento (em http://anpof.org.br/encontros/15/), com o pagamento da taxa de inscrição, para que possam ter confirmado a inclusão do seu relato na programação da ANPOF_EM.

Calendário:

01/03 Início do período para o envio de propostas para a sessão de
Relatos de Experiências da Anpof Ensino Médio
15/03 Início do período de inscrições na Anpof Ensino Médio
27/04 Data limite para o envio de propostas para Anpof Ensino
Médio
15/05 Data limite para pagamento da taxa de inscrição no valor 1
(R$180,00)
16/07 Divulgação das propostas selecionadas para a sessão de
Relatos de Experiências da Anpof Ensino Médio
15/08 Data limite para que os autores das propostas selecionadas realizem o pagamento de sua inscrição geral no evento

Comissão organizadora:

Edson Pegoraro (SEED-PR), Eduardo Barra (UFPR), Filipe Ceppas (UFRJ), Juliano Orlandi (editor da seção "Filosofia na Escola" do site da ANPOF), Marcelo Guimarães (Colégio Pedro II, RJ), Valeria Arias (SEED-PR)

Comitê científico:

Antonio Edmilson Paschoal (PUCPR), Celso Pinheiro (UFPR), Danilo Marcondes (PUCRJ), Delamar Dutra (UFSC), Edgar Lyra (PUCRJ), Elisete Tomazetti (UFRGS), Geraldo Balduino Horn (UFPR), Inara Zanuzzi (UFRGS), Jairo Marçal (Unibrasil), Marcelo Marques (UFMG), Marcos von Zuben (UERN), Patrícia Velasco (UFABC), Pedro Gontijo (UnB), Renato Nogueira Jr. (UFRRJ), Roberto Rondon (UFPB), Silvio Gallo (Unicamp), Telma Birchat (UFMG), Walter Kohan (UERJ).

Texto de: http://anpof.org.br/spip.php/article157

Anpof Ensino Médio

  • O que é Anpof Ensino Médio
    É um evento paralelo voltado para os professores de filosofia do Ensino Médio. As inscrições são exclusivas para professores da educação básica. Veja informações completas aqui.

  • Quando acontecerá a Anpof Ensino Médio
    Simultaneamente ao XV Encontro.

  • Como posso me inscrever?
    A partir de 15 de março, as inscrições estarão abertas em nosso site.

  • Professores do ensino médio terão taxas especiais?
    Sim, os valores são menores. Mas será necessário apresentar documento oficial como comprovação (identidade funcional, holerite, contracheque, carteira de trabalho ou contrato de trabalho).

  • Como posso submeter propostas para a sessão de Relatos de Experiências?
    O envio de propostas para a sessão de Relatos de Experiências da Anpof Ensino Médio pode ser feito de 1 de março a 27 de abril, em www.filosofia.ufpr.br/anpofensinomedio.

  • Sou professor do ensino médio e também estudante de pós-graduação. Posso participar nas duas categorias?
    Não, cada pessoa pode apresentar trabalho somente em uma categoria. Mas todos os participantes têm acesso livre a todas as apresentações, em ambos os eventos.

  • 2010 - MOBEX

    2010 - MOBEX

    25. Descreve-se o processo que dá origem à filosofia moderna como uma virada temática radical que tem entre suas referências mais importantes o Discurso do método, de Descartes. O filósofo e matemático inicia suas reflexões acerca da ciência duvidando da realidade objetiva de tudo, até reconhecer no pensamento uma instância cognitiva segura e indubitável. Ele descobre assim a importância da subjetividade e faz dela o grande tema de sua teoria do conhecimento.

    De acordo com o exposto, é correto afirmar
    (A) Sem a descoberta da subjetividade, seria impossível a ciência moderna da natureza como conhecimento empírico.
    (B) A ciência, de Descartes até os nossos dias, exige o aprofundamento da compreensão de nossa subjetividade.
    (C) Não há como conceber o que venha a ser um método rigoroso antes da descoberta cartesiana da cogito.
    (D) Descartes assenta definitivamente a ciência moderna sobre a tese relativista de que o homem é a medida para todas as coisas.
    (E) Sem as funções lógicas do pensamento, não há como garantir a validade objetiva do nosso conhecimento.

    26 Uma das funções mais importantes da ciência é a de prever, baseada no consistente conhecimento de redes causais entre fenômenos passados, novos acontecimentos futuros. De acordo com isso, julgue as afirmativas abaixo considerando a dificuldade de reconhecimento epistemológico das ciências humanas.

    I. Diferente das ciências da natureza, as ciências humanas não tratam, propriamente, de fenômenos.
    II. Diferente das ciências da natureza, em que compor redes causais é descrever elos sucessivos controláveis, as ciências humanas interpretam ocorrências correlacionadas sem poder controlá-las
    III. Embora a noção de experimentação como base para inferências, em ambas, seja a mesma, no caso das ciências humanas os experimentos que fornecem o apoio para os nossos raciocínios devem ser livres.
    IV. Enquanto as ciências da natureza fazem projeções seguras, as ciências humanas lidam com expectativas.
    V. Enquanto a base de certeza das ciências da natureza é a matemática, não há como reduzir fenômenos humanos a quantidades.

    São corretas as afirmativas
    (A) I e V. 
    (B) II e III. 
    (C) II e IV.
    (D) IV e V.
    (E) II, IV e V.

    27 Toda teoria científica é uma tentativa de unificar proposições gerais concernentes a fenômenos em um campo especializado. Mas a forma como isso se dá pode ser interpretada de diferentes maneiras. Em vista disso, julgue as afirmativas:

    I. Para as vertentes racionalistas, uma teoria científica é, por natureza, um sistema dedutivo com o qual tentamos explicar fatos observáveis.
    II. Para as vertentes empiristas, embora os sistemas teóricos formem estruturas lógicas em si mesmas autônomas, a forma dessa autonomia é inferida de experiências particulares acumuladas com o tempo.
    III. Para as vertentes racionalistas, o mundo pode ser reduzido a um sistema lógico-matemático no qual se abstrai, como dispensáveis, todas as manifestações aparentes dos fenômenos observáveis.
    IV. Para as vertentes empiristas, as teorias científicas são proposições de unidades explicativas para fenômenos, mas têm um caráter meramente geral provisório.
    V. Para as vertentes racionalistas, as nossas experiências sensíveis, por serem enganosas e
    muitas vezes ocasionais, estão totalmente fora do domínio de explicação científica.

    São corretas as afirmativas

    (A) I, II e V. 
    (B) II e IV. 
    (C) I, III e V.
    (D) I e IV.
    (E) I, II e IV.

    28 Apesar da importância da idéia de finalidade para a Ética, segundo Aristóteles, não é pela escolha dos fins que revelamos nossa disposição moral. Isso se deve ao fato de

    (A) os fins mais elevados estarem acima da nossa vontade.
    (B) os nossos desejos serem, na maioria da vezes, irracionais e involuntários.
    (C) serem os meios aquilo acerca do que deliberamos e escolhemos voluntariamente.
    (D) só deliberarmos sobre aquilo que desejamos.
    (E) ao escolhermos os fins, automaticamente, escolhermos os meios para atingi-los.

    29. De acordo com Kant não existe uma ética da felicidade. Julgue as afirmativas abaixo com base no que Kant considerava felicidade.
    I. Só pode ser pensada em conexão com condições empíricas do exercício do nosso arbítrio.
    II. É um princípio unificador dos fins de nossas inclinações.
    III. Impõe à razão a tarefa de fornecer para nossas ações leis meramente pragmáticas.
    IV. É um estado de espírito inalcançável neste mundo.
    V. É uma obrigação do Estado. São corretas as afirmativas

    (A) I, V e III.
    (B) I, II, III.
    (C) I, II, IV e V.
    (D) III, IV e V.
    (E) I, II, III e V.

    30 A expressão “experiência estética” é comum na filosofia da arte contemporânea. Mas ela pode conter ambiguidades, pois ambos os termos que a formam estão, desde os gregos, ligados à teoria do conhecimento e da ciência, e não à filosofia da arte.Diante disso, analise as afirmativas sobre a relação entre os termos estética e experiência.

    I - Em filosofia da arte, trata-se de uma conexão meramente simbólica e indireta.
    II. Em teoria da ciência, trata-se de um vínculo arbitrário porque é impossível ao cientista querer explicar o mundo sem levar em conta a experiência.
    III. Em filosofia da arte, as expressões têm a ver com a determinação de uma unidade para a experiência, que é independente de conceitos.
    IV. Em teoria da ciência, as expressões indicam as bases para um juízo de valor e qualitativo.
    V. Em filosofia da arte, as expressões indicam o caráter essencialmente intuitivo da base para nossos juízos.

    São corretas as afirmativas
    (A) I e II. 
    (B) I e V. 
    (C) I, II e V.
    (D) II, III e IV
    (E) III e V.

    31 Todo juízo estético ou de gosto é, de acordo com sua estrutura lógica, uma forma singular de pensamento. Isso se deve ao fato de que 

    I. o juízo estético, por definição, é um juízo de experiência, e a experiência sempre nos oferece
    objetos particulares.
    II. o juízo estético é um juízo objetivo e de modo algum abstrato.
    III. o juízo estético é uma modalidade de pensamento que depende da percepção de um objeto que é exclusivo.
    IV. o juízo estético é uma modalidade de pensamento que nunca pode ser antecipado por conceito algum.
    V. no juízo estético temos uma modalidade de pensamento inteiramente livre de regras.

    Estão corretas as afirmativas
    (A) I e III.
    (B) II e V.
    (C) III, IV e V.
    (D) I, II e IV.
    (E) I e IV.

    32 Aceita-se, principalmente após Kant e Hegel, que o objeto artístico é tanto mais real quanto se apresenta como objeto ideal. A consequência lógica dessa interpretação acerca da natureza de tal objeto é:

    I. Todo e qualquer objeto de arte, na medida em queé autêntico, é uma idealidade.
    II. No objeto de arte, mesmo a sua matéria sensível é pura forma.
    III. No objeto artístico a forma subordina o conteúdo material.
    IV. O objeto artístico não depende das nossas sensações e percepções imediatas.
    V. Para produzir seu objeto, o artista só depende de sua imaginação.

    São corretas as afirmativas
    (A) I e II.
    (B) I e V.
    (C) I, III e V.
    (D) I e III.
    (E) II e IV.





    25 - E
    26 - C
    27 - D
    28 - C
    29 - B
    30 - E
    31 - C
    32 - D

    2007 - PSS/UFPa

    2007 - PSS/UFPa


    41. (Caracterizar conhecimento e linguagem e compreender suas implicações recíprocas). Sabe-se que a Física tem como objeto de estudo fenômenos naturais e que para conhecê-los se vale da linguagem matemática. Com base nesse conhecimento compreende-se que o físico Albert Einstein, ao fazer a seguinte afirmação: “o que há de incompreensível é que o mundo seja compreensível”, quis dizer que

    (A) o mundo não é compreensível apesar de o físico pretender conhecê-lo por meio da linguagem matemática.
    (B) o físico tem dúvida a respeito da compreensão do mundo justamente porque se vale do emprego da linguagem matemática.
    (C) mesmo valendo-se da linguagem matemática o físico não sabe se compreende ou não o mundo.
    (D) o físico não sabe se conhece o mundo devido ao fato de os inúmeros fenômenos naturais ultrapassarem sua capacidade de compreensão.
    (E) os fenômenos naturais podem ser compreendidos, mas o que não se compreende é como a Física pode explicar a própria natureza valendo-se de uma linguagem instituída pelo homem. 

    42. (Discernir a questão da objetividade nas Ciências Naturais e Humanas.) - As investigações epistemológicas reconhecem a existência de uma incompreensão a respeito do que se considera conhecimento objetivo. Em vista dessa afirmação, o trecho a seguir: “O que se registra como o resultado de um experimento ou observação nunca é o fato percebido vazio, mas este fato interpretado com a ajuda de uma determinada quantidade de teoria”, quer dizer que:

    (A) O conhecimento empírico é, necessariamente, um registro fiel e independente de dados da nossa percepção imediata, sem nenhuma interferência de fatores distintos dos nossos sentidos.
    (B) A mensuração dos dados da nossa percepção é proporcional à quantidade de teoria resultante das nossas observações.
    (C) As inferências teóricas produzidas com ajuda de observações diretas e isentas são determinantes para a obtenção de resultados em pesquisa experimental.
    (D) O conhecimento científico de um fato experimental é, na verdade, um reconhecimento deste fato, e já supõe um certo conteúdo proposto, previamente, por algum tipo de teoria.
    (E) A experiência, ou melhor, o experimento rigorosamente controlado, é a única fonte para a produção confiável de teorias científicas.

    43. (Compreender e diferenciar vontade autônoma e heterônoma.) - De acordo com a concepção ilustrada de Kant, segundo a qual a ação humana só tem mérito ético quando a vontade que a move for autônoma, o que quer dizer o seguinte enunciado: “A homem nenhum pode ser imposto o que deve fazer”?
    I Nada deve se contrapor à liberdade humana.
    II Todo homem livre pode fazer o que quiser.
    III Cada um faz o que julga ser o mais correto independentemente dos demais.
    IV Sabendo qual o dever a ser cumprido, ninguém precisa lhe impor o que deve ser feito.
    V Não sendo o sujeito autônomo, é preciso que um poder exterior à sua consciência lhe imponha o que deve ser feito.

    As respostas corretas estão referidas na alternativa
    (A) I e II.
    (B) I e III.
    (C) II e III.
    (D) I, II e III.
    (E) IV e V.

    44. (Compreender e distinguir entre leis naturais e as leis morais.) - Preocupado com o atraso do conhecimento a respeito do homem em relação ao da natureza, Rousseau lamentava esse fato por se preocupar com a questão acerca da origem da desigualdade entre os homens. Por que o referido filósofo insistiu na distinção entre diferença natural e desigualdade social?

    I Para impedir a tentativa de se justificar as desigualdades sociais pelas diferenças naturais.
    II Para impedir que a tentativa de naturalização das normas sociais possa dificultar o reconhecimento do problema da desigualdade.
    III Porque considerava que as leis que regem a natureza não são suscetíveis de serem aplicadas às ações e aos comportamentos humanos.
    IV Para poder explicar melhor porque as diferenças físicas são responsáveis pelas desigualdades sociais, uma vez que o homem também pertence à natureza.
    V Para estabelecer um vínculo entre o modelo das ciências naturais e o modelo das ciências humanas.
    De acordo com o texto, as respostas corretas são as referidas na alternativa

    (A) I, II e III.
    (B) IV e V.
    (C) II, III e IV.
    (D) III e IV.
    (E) II e IV.

    45. Para a filosofia moderna, mais do que para filosofia antiga e medieval, tanto a observação que fazemos da natureza quanto a contemplação da obra de arte são, ambas, representações. Com base nessa afirmação e no enunciado “Belo é um produto da arte se apresentar livremente um produto da natureza”, compreende-se que o (a)

    (A) fato que verdadeiramente importa na representação artística é o seu produto, ou seja, o objeto, pois aquilo a que chamamos de belo é, antes de tudo, alguma coisa.
    (B) mímesis do artista, embora imite formas de coisas naturais, por ser livre, é a representação de uma forma ideal e não real.
    (C) arte deixa exibir uma liberdade que, embora contida nos produtos da natureza, só é percebida pela extrema sensibilidade do artista.
    (D) distinção entre belo artístico e belo natural é supérflua.
    (E) arte, na medida em que faz uso de um produto da própria natureza, é fruto de uma ação imitativa ou reprodutiva.




    41 - E
    Einstein reconhecia o poder de compreensão dos fenômenos naturais por parte da Física. Porém, a questão é como compreender que uma linguagem artificial, vale dizer não-natural, possa traduzir com fidelidade o que é não natural.
    42 - D
    Bertrand Russell, no trecho utilizado, está seguindo uma perspectiva já apontada por Kant na Crítica da Razão Pura. Segundo Kant, uma teoria sem dados concretos a que possa ser referia é vazia de conteúdo objetivo. Porem, o inverso também é problemático, pois dados observáveis para os quais não tenhamos pelo menos uma hipótese teórica que permita sua compreensão, são vazios de significação e nada contribuem para a  nossa cognição. O que Russell afirma é justamente isso: a nossa capacidade de observar de modo inteligente e um fato depende de nós termos uma teoria sobre ele, e nossa compreensão vai até onde alcança a teoria que tenhamos para aplicar a ele.
    43 - E 
    As afirmativas corretas são IV e V (E), porque, para a ilustração, a vontade só pode ser considerada autônoma se for independente de qualquer condicionamento externo (punições ou recompensas) o sujeito ético, guiado pela universalidade da razão, saberá reconhecer por si mesmo, o dever a  ser cumprido. Caso contrário, um poder coercitivo  haverá de lhe impor o que deve ser cumprido independente de sua vontade.
    44 - A
    As afirmativas corretas são I, II e III (A) porque a intenção  de Rousseau em distinguir as diferenças naturais das desigualdades sociais é de impedir a tentativa de justificar as segundas pelas primeiras, uma vez que o ardil ideológico consiste na operação de  naturalização do normativo. Em outras palavras, diferentemente das leis naturais que não pode ser revogadas pelo homem, as leis que regem as relações entre  os homens podem, contrariamente, ser modificadas de modo a permitir a solução do problema das desigualdade social gerada pelos próprios homens.
    45 - B
    O trecho refere-se a uma questão clássica dentro da filosofia da arte: a distinção entre o belo natural, ou a beleza que nós percebemos diretamente nas formas espontaneamente harmônicas dos produtos da natureza, e o belo artístico, este fruto do poder criativo do espírito humano e, por isso chamado de belo ideal, pois nele não é o objeto em si que conta e sim a capacidade do artista em representá-lo. Trata-se de uma distinção que é proposta pela primeira vez por Kant, e que se tornou clássica graças as Lições de estética, de Hegel.

    2008 MOBIN

    2008 MOBIN

    9.  Entendendo-se por legislação da natureza o conjunto de leis que rege os fenômenos naturais, é legítimo afirmar que as leis científicas concernem  às relações de

    (A)  causalidade contingente entre os fenômenos naturais. 
    (B)  contigüidade instituída entre os fenômenos naturais. 
    (C)  necessidade causal entre os fenômenos naturais. 
    (D)  semelhança de fato entre os fenômenos naturais. 
    (E)  contigüidade de fato entre os fenômenos naturais.

    10.  De acordo com a obra  Novum Organum de, Francis Bacon, são classificados em quatro gêneros os ídolos que bloqueiam a mente humana. Ao criticar os ídolos, o filósofo tem como propósito denunciar as opiniões 

    (A)  oriundas da idolatria pagã. 
    (B)  cristalizadas e preconceituosas. 
    (C)  pessoais emitidas pelas principais personagens que se destacaram na história. 
    (D)  geradas pelas quatro disciplinas que constituíam o Quadrivium, isto é, as quatro disciplinas que compunham o currículo escolar da Idade Média. 
    (E)  originadas nas quatro principais religiões mundialmente conhecidas. 

    11.  Para Descartes o erro reside apenas no juízo, isto é, na atribuição de um predicado a um sujeito, ou na inserção do sujeito na classe do predicado. Sendo a natureza humana criada pelo Deus Perfeitíssimo, o filósofo justifica a possibilidade do erro de julgamento devido à (ao) 

    (A)  vontade infinita ultrapassar o entendimento finito. 
    (B)  vontade finita pretender ultrapassar o entendimento infinito. 
    (C)  vontade finita pretender ultrapassar o entendimento finito. 
    (D)  vontade infinita ultrapassar o entendimento infinito. 
    (E)  regressão da vontade ante a infinitude do entendimento. 

    12.  A afirmação de que a linguagem é condição do pensamento significa dizer que ela é 

    (A)  meio de comunicação entre os seres pensantes. 
    (B)  instrumento a serviço do pensamento. 
    (C)  discurso alusivo ao pensamento. 
    (D)  constitutiva do próprio pensamento. 
    (E)  expressão fiel do pensamento. 

    13.  Em Lógica, a falácia denominada argumentum ad hominem (contra o homem) é cometida quando se ataca a pessoa que fez a afirmação ao invés de se refutar o argumento em que se baseia a própria afirmação. 

    Com base nessa explicação sobre o argumento falacioso,  é correto afirmar que o caráter pessoal 
    (A)  é logicamente irrelevante para a verificação da correção do raciocínio. 
    (B)  é logicamente relevante para a verificação da correção do raciocínio. 
    (C)  é parcialmente relevante. 
    (D)  pode ser invocado somente quando houver uma justificativa absolutamente procedente. 
    (E)  é invocado somente quando a pessoa atacada possui prestígio socialmente reconhecido. 

    14.  O conceito aristotélico de  mímesis (imitação), empregado de modos diversos nas respectivas modalidades de arte, concerne à 

    (A)  cópia fiel da realidade imitada. 
    (B)  representação da realidade imitada. 
    (C)  reprodução parcial da realidade imitada. 
    (D)  reprodução total da realidade imitada. 
    (E)  descrição da realidade imitada. 

    15.  O termo arte deriva do vocábulo latino ars, que, por sua vez, corresponde ao vocábulo grego techne (técnica), no sentido lato de atividade humana baseada em regras. Mas, a partir do século XVIII, o termo técnica passou a designar a produção do útil e o termo arte, a produção exclusiva do belo. Considerando o seu caráter tanto utilitário quanto estético, é correto afirmar que o design industrial 

    (A)  subordina a beleza das formas à funcionalidade. 
    (B)  visa à beleza do material empregado para a fabricação dos utensílios. 
    (C)  emprega materiais nobres para produzir a beleza dos utensílios. 
    (D)  se vale da tecnologia para imitar os modelos artísticos. 
    (E)  se caracteriza pela bricolagem dos objetos artísticos já elaborados. 

    16.  A consciência moral exerce sua capacidade deliberativa diante de alternativas possíveis. Mas, a despeito do condicionamento histórico-social, a vontade deve ser livre para que o sujeito moral possa ser responsável pelos seus próprios atos. Com base na ética kantiana, o sujeito autônomo é aquele que 

    (A)  deve agir de acordo com seu livre-arbítrio.  
    (B)  age consoante as leis positivas tal como estas se acham consignadas nos códigos civil e penal.  
    (C)  procura agir respeitando sempre os preceitos religiosos e morais socialmente estabelecidos. 
    (D)  age incondicionalmente de acordo com o dever que ele mesmo se impõe, mas de modo que este possa ser reconhecido como lei universal. 
    (E)  age de pleno acordo com as condições necessárias para se atingir a felicidade e o bem-estar de todos os cidadãos. 


    09.  C 
    10.  B 
    11.  A 
    12.  D 
    13.  A 
    14.  B 
    15.  A 
    16.  D

    2006 - PSS/UFPa

    2006 - PSS/UFPa

    41. (Compreender as concepções empiristas e racionalistas acerca do conhecimento e método.) No quadro geral do pensamento moderno, em que se discute a questão do método, é correto afirmar que, na concepção de Bacon, o método é:

    (A) independente da experiência, pois os homens são obrigados a renunciar às noções do senso comum.
    (B) empírico, pois se apóia em analogias, ou seja, mesmo indiretamente procura estabelecer relações de semelhanças entre os fatos.
    (C) predominantemente embasado na experiência, já que requer um contato direto com os próprios fatos.
    (D) experimental, pois implica um predomínio da razão sobre a simples experiência.
    (E) construtivista, pois, por meio do contato direto com os fatos, pretende construir modelos do real, combinando os procedimentos racionalistas e empiristas.

    42. (Compreender a especificidade da linguagem cientifica.) “O conhecimento científico expressa-se em enunciados e conjunto de enunciados. Estes enunciados descrevem relações estáveis entre eventos. Ao formular seus enunciados o cientista procura deixar de lado tudo o que for único e individualmente considerado:  recordações, emoções e sentimentos estéticos despertados pelas disposições de átomos, as cores e os hábitos de pássaros, ou a imensidão da via-láctea. (...). A ciência elimina a maior parte da aparência sensual e estética da natureza. Pontes e cascatas são descritas em termos de freqüência de raios luminosos, coeficientes de refração e forças gravitacionais ou hidrodinâmica. (...). Logo, a ciência descreve um mundo de coisas (...), interatuando  como se a humanidade não existisse.” (KNELLER, G. A ciência como atividade humana, p.123, 149-150, texto adaptado) Com o auxilio do texto, é correto afirmar sobre a linguagem utilizada pela ciência:

    (A) É objetiva, pois os enunciados descrevem a regularidade dos fenômenos excluindo qualquer referência à experiência subjetiva.
    (B) É subjetiva, pois os enunciados descrevem os fatos que ocorrem na natureza levando em consideração as impressões subjetivas do cientista.
    (C) É objetiva e argumentativa, pois descreve os fenômenos utilizando juízos de realidade e de valor.
    (D) É expressiva, pois não pode evitar de comunicar, além de conhecimentos, também sentimentos e atitudes que são comuns aos homens.
    (E) É argumentativa, pois utiliza enunciados que retratam a natureza nos seus mínimos detalhes, incluindo as relações causais, as cores, os odores, os sabores, a beleza e a emoção produzida pelos fenômenos.

    43. (Compreender e distinguir conceitos e teorias acerca da felicidade e do dever.) - ”Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem consciência para perguntar a si mesma: Não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, sua máxima de ação seria: Quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá. Este principio do amor de si mesmo ou da própria conveniência pode talvez estar de acordo com todo meu bem-estar futuro; mas agora a questão é de saber se é justo.(...). Vejo imediatamente que ele nunca poderia valer como lei universal da natureza e concordar consigo mesmo, mas que, pelo contrário, ele se  contradiria necessariamente.” (KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo, Abril Cultural, 1980, p.130).

    De acordo com o texto, no que diz respeito ao dever necessário para com os outros, uma promessa mentirosa deve ser entendida como uma ação

    (A) ética, pois foi praticada por dever, na medida em que visa a um fim justo, no caso, o bem-estar da pessoa que fez a promessa, considerando-se que os fins justificam os meios.
    (B) contrária ao dever, pois a pessoa pratica um ato de violência, aproveitando-se da boa fé do outro, mas perfeitamente justificável na medida em que obedece a uma regra  pragmática, a de que a mentira pode ser justificada em determinadas situações.
    (C) de acordo com o dever, pois, embora a pessoa que fez a promessa tenha agido por interesse, não se pode dizer que ela seja desonesta e injusta, porquanto queria apenas suprir suas necessidades.
    (D) correta e justa, conforme ao dever, pois foi motivada por uma situação de extrema dificuldade e pode ser justificada do ponto de vista da máxima moral.
    (E) contrária ao dever, pois foi motivada por fins egoístas e desrespeita a máxima moral segundo a qual o motivo do agir deve tornar-se uma lei universal.

    44. (Compreender os diferentes conceitos e teorias relativos à justiça, cidadania, poder, democracia, jusnaturalismo e contratualismo) - A constituição da sociedade política pode ser entendida de várias maneiras. Hobbes, por exemplo, a concebe como 

    (A) um fato natural, pois o homem sendo um animal político, a ele não compete fundar a sociedade, mas governá-la.
    (B) fruto artificial de um pacto voluntário de submissão, pelo qual os indivíduos transferem o poder que possuem a um soberano.
    (C) um fato artificial, fruto de um contrato, por meio do qual as partes contratantes se reduzem a uma só, o povo, que pode ser considerado como soberano e súdito.
    (D) fruto do desejo natural dos homens de viverem em comum e de se ajudarem mutuamente, motivo pelo qual eles se associam e elegem um soberano para governá-los.
    (E) um pacto natural de associação feito entre os homens, uma vez que os mais fracos e desprovidos de recursos, para sobreviverem, sentiram a necessidade de se associarem aos mais fortes e submeterem sua vontade ao poder e à força do soberano em troca de  segurança e proteção.

    45. (Compreender o conceito de juízo estético e distingui-lo dos juízos de realidade e de valor.) - Para Kant, o que distingue o juízo estético ou de gosto do juízo moral e lógico está no fato de o juízo estético:
    (A) estar necessariamente relacionado com nossa experiência empírica, vinculando, portanto, a representação do objeto à idéia de beleza.
    (B) fazer parte da estrutura da faculdade de conhecimento, pois fornece um elo positivo para o sujeito.
    (C) ser subjetivo, pois a satisfação que um objeto belo proporciona varia de indivíduo para indivíduo, o que confirma o dito popular: “gosto não se discute”.
    (D) ter por fundamento alguma sensação e não um conceito, o que envolve o sentimento de prazer e não uma representação intelectual.
    (E) estar relacionado a um sentimento de satisfação universal proporcionado por um objeto belo, universalidade esta fundada em uma uniformidade empírica do gosto.



    41 - C
    42 - A
    43 - E
    44 - B
    45 - D

    Prova e Gabarito - Professor de Filosofia - Secretaria de Educação - Prefeitura Municipal de São José - SC - FAEPESUL

    PROVA DE FILOSOFIA

    31. Mestres ilustres da retórica, Górgias, Protágoras, Pródicos, Hípias e Arquidamos, são conhecidos na história da Filosofia como Sofistas. Aparentemente, as lições destes são consideradas um enciclopedismo vago e engenhoso, isto porque:
    A. contribuíram para a subversão da ordem social, econômica e religiosa da Grécia, apresentando argumentações contrárias ao governo;
    B. suas teorias eram insustentáveis e baseadas, fundamentalmente, na prática da dialética e no exercício da democracia plena;
    C. graças às técnicas da linguagem que utilizavam, eles podiam defender sua posição, independência e honra nas Cidades gregas;
    D. não possuíam outro programa que não fosse ensinar aos alunos a falar bem de tudo e de não importar o quê, e de defender com persuasão, não importando a causa;
    E. faziam valer os princípios que fundaram o regime democrático grego, estabelecendo assim a eficácia do saber das correntes sofísticas.

    32. Felicidade é o tema do Livro I da "Ética a Nicômaco", de Aristóteles. Segundo o filósofo, a felicidade é um bem supremo para o qual todas as ações dos homens tendem; a felicidade é a causa final do ser humano. Porém, ela é atingida quando está de acordo com a atividade racional que o conduzirá para a prática da virtude. Para Aristóteles, a virtude consiste na:
    A. prática do amor.
    B. relação de amizade.
    C. vontade obsessiva.
    D. sensação de prazer.
    E. justa medida de equilíbrio.

    33. Considerado o verdadeiro fundador da escolástica medieval, Santo Anselmo retoma o projeto Agostiniano de compreender com a razão as verdadeiras revelações. O seu lema e que exprime adequadamente esse enfoque é:
    A. "A fé na busca da compreensão" (FIDES QUAERENS INTELLECTUM).
    B. "Penso logo existo" (COGITO ERGO SUM).
    C. "A suma felicidade do homem encontra-se na contemplação da verdade" (ULTIMA HOMINIS FELICITAS EST IN CONTEMPLALIONE VENTATES).
    D. "O homem é o lobo do homem" (HOMO HOMINI LUPUS).
    E. "O amor por principio, à ordem por base, e o progresso por fim" (L?AMOUR POUR PRINCIPE, I ?ORDRE POUR BASE, LE PROGRÉS POUR BUT).

    34. Pretendendo estabelecer um método universal, inspirado no rigor da matemática e no encadeamento racional, René Descartes elabora quatros regras fundamental, são elas:
    A. contradição, análise, evidência e desmembramento.
    B. evidência, análise, síntese e desmembramento.
    C. matemática, ordem, intuição e evidência.
    D. análise, dedução, intuição, e evidência.
    E. verificação, análise, intuição e síntese.

    35. O existencialismo teve grande influência na filosofia moderna, tendo como objeto de estudo reflexões antropológicas, sobre a maneira de ser do ser humano e sua individualidade. A existência do Ser Humano é que define a sua essência, o homem é que se faz em sua existência. O filósofo mais expressivo da corrente existencialista é:
    A. Friedrich Nietzsche.
    B. Michel Foucault.
    C. Ludwig Wittgenstein.
    D. Immanuel Kant.
    E. Jean Paul Sartre.

    36. Após o período da Revolução Industrial começou-se a detectar graves problemas ambientais, resultantes do funcionamento inapropriado das grandes indústrias, afetando sensivelmente a qualidade de vida e dos recursos naturais existentes. Uma das principais causas da deterioração do meio ambiente é o individualismo, a alienação e a falta de compromisso do homem com o meio em que ele vive. Karl Marx utiliza o termo alienação para designar:
    A. o processo em que os indivíduos contribuem com as suas potencialidades, com os objetos por eles criados.
    B. a criatividade humana em produzir cultura através da arte, materiais inéditos e conhecimento.
    C. as relações humanas de consumo, lazer e relações sócio-afetivas, como o amor e a felicidade.
    D. a venda do trabalho humano como mercadoria, tornando o homem escravo do capitalismo.
    E. o isolamento do individuo na sociedade, impossibilitado de interagir com o meio ambiente em que vive.

    37. Durante um longo período da história medieval, Deus foi o ponto de toda a cultura e das atenções da arte. No Renascimento, o eixo se desloca para o homem: o homem como centro do universo. Nesse clima, em que impera o humanismo, surge a Renascença. Leonardo da Vinci - autêntico representante desse período - concebe a arte como uma recriação da natureza, que exige conhecimentos científicos e sistematizados, revelando conhecimentos de física e matemática aplicadas à arte. A arte renascentista é caracterizada como:
    A. uma visão política do mundo, criando uma ligação entre a arte e a crítica, ressaltando o ponto de vista negativo e do homem.
    B. a imitação da realidade, utilizando-se de conhecimentos científicos, recursos técnicos e estéticos do que se vê do mundo.
    C. criação e libertação das simetrias e das formas pré determinadas, além da luminosidade e do movimento.
    D. a contemplação da perfeição, do belo e da sabedoria divina, em que o artista valoriza a beleza, a verdade e as paixões.
    E. uma tensão social e intelectual do liberalismo vigente, fala-se e descreve-se sobre religião, política e burguesia.

    38. Atualmente, a Grécia estampa grandes manchetes dos jornais mundiais, isto porque o país atravessa uma grave crise econômica devido ao acúmulo de dívidas internacionais. O povo grego vai às ruas protestar as medidas de austeridade, impostas pelo governo, protagonizando assim cenários de intensas manifestações políticas e sociais. Na obra "Contrato Social", de Jean Jacques Rousseau, o filósofo exprime a necessidade de harmonia entre cidadãos e governo, estabelecendo-se um pacto social. O pensamento central sobre o pacto social é:
    A. O oferecimento da educação sistemática, como ação do individuo, e desenvolvimento cultural e econômico da sociedade.
    B. a autonomia do governante sobre a sociedade, cabendo exclusivamente ao governante o poder e decisão política no Estado.
    C. a submissão à vontade geral, onde a vontade particular e individual é substituída pelo interesse coletivo em prol de um bem comum.
    D. o desenvolvimento econômico, devido às desigualdades sociais e conflitos entre exploradores e explorados do estado liberal.
    E. o estabelecimento da teoria do direito divino dos reis, onde cabe a manutenção de uma autoridade soberana sobre o Estado.

    39. A Filosofia possui uma característica peculiar que é compreender o mundo e agir sobre ele. Forma-se um corpo de conhecimentos para dar sentido ao mundo e desvendar a realidade. Desenvolver uma consciência critica é, por excelência, uma das essências da Filosofia, que também tem uma relação direta com a:
    A. religião.
    B. reflexão.
    C. reminiscência.
    D. revelação.
    E. refutação.

    40. Principal herdeiro do positivismo lógico e um dos mais influentes filósofos da ciência da segunda metade do século XX, ele criticou o critério de verificabilidade ou verificação cientifica e formulou uma teoria onde a única possibilidade de aquisição do saber cientifico é o critério da refutabilidade ou da falseabilidade, em que uma teoria cientifica é válida na medida em que suas proporções podem ser empiricamente falsificáveis através de experimentos, teses e observações, o que permite que se autocorrijam e se desenvolvam na direção de uma verdade objetiva, afastando-se assim das teses irrefutáveis e dogmáticas. Estamos falando do filósofo:
    A. Hans Hahn.
    B. Walter Benjamim.
    C. Karl Popper.
    D. Theodor Adorno.
    E. Jurgen Habermas.

    GABARITO:
    31-D
    32-E
    33-A
    34-A
    35-E
    36-D
    37-B
    38-C
    39-B
    40-C

    Prova e Gabarito - Professor de Filosofia - Prefeitura Municipal de Alegrete - RS - MSCONCURSOS - 2011

    31. No célebre "Jardim de Epicuro" , vicejava uma autêntica comunidade, onde mestre e discípulos viviam de maneira quase ascética, consumindo apenas hortaliças que eles próprios cultivavam, às quais acrescentavam apenas pão e água, ou ainda queijo em ocasiões especiais. Seja como for, não há dúvida de que a real importância da doutrina epicurista está muito longe de consubstanciar-se em aspectos puramente circunstanciais como esses, que chegam a resvalar para o campo do anedótico. Sobre Epicuro, na sua cronologia inicial, é CORRETO afirmar que o mesmo nasceu em:
    a) Samos.
    b) Atenas.
    c) Troia.
    d) Cólofon.
    e) Teos.

    32. Leia o trecho da Carta a Meneceu.
    "Nenhum jovem deve demorar a filosofar, e nenhum velho deve parar de filosofar, pois nunca é cedo demais nem tarde demais para a saúde da alma. Afirmar que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou é a mesma coisa que dizer que a hora ainda não chegou ou já passou; devemos, portanto, filosofar na juventude e na velhice para que enquanto envelhecemos continuemos a ser jovens nas boas coisas mediante a agradável recordação do passado, e para que ainda jovens sejamos ao mesmo tempo velhos, graças ao destemor diante do porvir. Devemos então meditar sobre tudo..." (Epicuro Carta de Epicuro a Menoiceus). Para Epicuro, como se expressa na Carta a Meneceu, o objetivo da filosofia é:
    a) A felicidade do homem.
    b) A imparcialidade diante das decisões tomadas pelos homens.
    c) A areté própria do homem.
    d) O gozo imoderado dos prazeres mundanos.
    e) Estabelecer, refutar e defender argumentos tirados da bíblia.

    33. No ano de 306, Epicuro regressa finalmente a Atenas, onde adquire uma ampla casa logo acrescida de um grande jardim, para o fim exclusivo de instalar aquela que viria a ser a sua célebre escola ateniense, muito logo conhecida como "O Jardim de Epicuro" . Enquanto na casa habitavam os mestres, ou seja, além do próprio Epicuro, também os antigos discípulos, entre os mais ilustres, no amplo jardim, acampados em barracas e cultivando hortaliças, instalavam-se os novos discípulos vindos das mais distintas regiões. Após a morte de Epicuro, aos 72 anos de idade, em 270 a.C., ele fora sucedido na direção de sua escola pelo fiel:
    a) Hermarco.
    b) Metrodoro.
    c) Lucrécio.
    d) Sêneca.
    e) Cícero.

    34. Para Aristóteles, a lógica não era uma ciência teorética, nem prática ou produtiva, mas um instrumento para as ciências. Desta forma, concluise que o objeto da lógica é:
    a) O raciocínio.
    b) O juízo.
    c) A proposição.
    d) O silogismo.
    e) Nenhuma das alternativas anteriores.

    35. Em 322, após a morte de Alexandre Magno, o sucessor deste decide expulsar de Samos todos os colonos atenienses, entre os quais a família inteira de Epicuro. Os historiadores da cultura convencionaram designar Helenismo as atividades culturais desenvolvidas no período transcorrido entre a morte de Alexandre Magno, em 323 a.C., e o fim da república romana, em 31 a.C., quando Augusto (vencedor da batalha de Actium, em 27 a.C.) se torna imperador de Roma. A designação referese à presença dominante da língua e da cultura gregas em todo o mundo conhecido, numa difusão sem precedentes cuja causa inicial foi a convicção de Alexandre, aluno de Aristóteles, de que por seu intermédio a Grécia devia cumprir uma missão civilizatória sobre todos os povos da terra. A língua grega transformou-se na koiné, dialeto comum em todas as terras conquistadas por Alexandre, e Alexandria, no Egito, tornou-se a capital cultural da Antiguidade, papel que conservou mesmo quando Roma ocupou o lugar de centro político e econômico de um império que se estendia do Próximo Oriente ao Sul da Europa, do Mediterrâneo ao Atlântico. Embora o termo Helenismo pareça indicar apenas a hegemonia da cultura grega, na realidade, exprime a comunicação intensa entre as criações culturais helênicas e as orientais enquanto submetidas a um mesmo e único poder central, ligadas por rotas comerciais e tendo como ponto de encontro Alexandria e, mais tarde, Roma. Muitos preferem usar a expressão alexandrinismo para acentuar o papel que a dinastia dos Ptolomeus conferiu a Alexandria como centro de confluência da cultura grega e da oriental, com a criação do Museu e da Biblioteca, espaços destinados às atividades do conhecimento e das artes.
    No caso da história da filosofia, fala-se em período helenístico para designar os três grandes sistemas filosóficos predominantes nessa época. São eles:
    a) Ceticismo, epicurismo e estoicismo.
    b) Epicurismo, neoplatonismo e patrística.
    c) Neoplatonismo, ceticismo e patrística.
    d) Escolástica e epicurismo.
    e) Ceticismo e escolástica.

    36. Surge a figura do jardim: o homem sairia da turbulência da polis e iria ao jardim com os seus amigos. Ele não se isolaria, mas se reuniria com os seus amigos, apoiado num esforço de grupo, na busca do autoconhecimento. Propõe a substituição da polis com seu antagonismo, pelo jardim com a sua amizade, onde todos procurariam a sabedoria. Analise as proposições a seguir partindo da proposta fundamental de Epicuro, como CERTAS ou ERRADAS.
    I - O autoconhecimento.
    II - O apoio à razão.
    III - A recusa ao obscurantismo, crendices.
    IV - Os homens seriam explicáveis racionalmente. Já os deuses seriam serenos porque estariam distantes dos homens assim como estes no jardim se distanciariam da polis para encontrarem a felicidade.
    V - Os deuses não fazem a libertação do homem, mas o é o homem, que, no jardim, se afastaria da turbulência da polis para encontrar a felicidade.
    Assim, pode-se concluir que:
    a) Somente as proposições I, III e V estão certas.
    b) Somente as proposições I, II e IV estão certas.
    c) Somente as proposições III, IV e V estão certas.
    d) Todas as proposições estão erradas.
    e) Todas as proposições estão certas.

    37. A liberdade, para Epicuro, seria sempre o desvio de uma fatalidade, apesar do mecanismo do mundo. O homem não estaria à mercê do mundo e, por isto, poderia estabelecer a sua rota, a sua meta. Segundo essa forma de pensar, podese
    afirmar que o mesmo introduz a dimensão:
    a) Da physis.
    b) Do deverser.
    c) Do devir.
    d) Da verdade.
    e) Da percepção dualista da alma.

    38. Epicuro exerceu enorme influência sobre Diógenes de Enoanda (Turquia), que, inclusive, chegou a inscrever o tetrapharmakon de Epicuro em umas rochas em local visível para que todos os que por lá passassem, independente da raça, sexo ou condição social, pudessem ler e se inspirar nele. Analise as proposições a seguir como Verdadeiras ou Falsas, considerando a sabedoria ética de Epicuro.
    I - Não há nada a temer quanto aos deuses.
    II - Não devemos temer a morte.
    III - A felicidade é possível.
    IV - Podemos escapar da dor.
    Sobre o tetrapharmakon de Epicuro é CORRETO afirmar que:
    a) Somente as proposições I, II e IV são verdadeiras.
    b) Somente as proposições I, III e IV são verdadeiras.
    c) Somente as proposições I e IV são verdadeiras.
    d) Somente as proposições II e IV são verdadeiras.
    e) Todas as proposições são verdadeiras.

    39. Como disse Epicuro, "a justiça não existe por si própria, mas encontrase sempre nas relações recíprocas, em qualquer tempo e lugar em que exista entre os humanos o pacto de não causar nem sofrer dano" . A presente proposição passa a ser interpretada no decorrer da história de acordo com as necessidades de cada época. Chegam as lutas populares e as tradições libertárias fazendo nascerem as teorias socialistas modernas. São três as principais correntes socialistas modernas. São elas:
    I - Socialismo utópico.
    II - Anarquismo.
    III - Comunismo ou socialismo científico.
    Relacione às teorias socialistas modernas as proposições a seguir:
    ( ) Desenvolvido nas obras de Marx e Engels.
    ( ) Defendida por Bakunin.
    ( ) Defendida por Saint-Simon Fourier e Owen.
    ( ) Seu ponto de partida é a crítica do individualismo burguês e do Estado liberal, considerado utoritário e antinatural.
    ( ) Vê a classe trabalhadora como despossuída, oprimida e geradora de riqueza social sem dela esfrutar.
    A relação existente entre as correntes socialistas modernas e as proposições apresentadas está contemplada na alternativa:
    a) II, I, III, III e II.
    b) I, II, III, II e I.
    c) III, III, II, I e I.
    d) III, II, I, II e I.
    e) III, II, I, II e III.

    40. A ideologia torna-se propriamente ideologia quando não aparece sob a forma do mito, da religião e da teologia. Com efeito, nestes, a explicação sobre a origem dos seres humanos, da sociedade e do poder político encontra a causa fora e antes dos próprios humanos e de sua ação, localizando a causa originária nas divindades. A ideologia propriamente dita surge quando, no lugar das divindades, encontramos as ideias: o Homem, a Pátria, a Família, a Escola, o Progresso, a Ciência, o Estado, o Bem, o Justo, etc. Com isso, podemos dizer que a ideologia é um fenômeno moderno, substituindo o papel que, antes dela, tinham os mitos e as teologias. Com a ideologia, a explicação sobre a origem dos homens, da sociedade e da política encontra-se nas ações humanas, entendidas como manifestação da consciência ou das ideias. Assim, por exemplo, julgar que o Estado se origina das idéias de estado de natureza, direito natural, contrato social e direito civil é supor que a consciência humana, independentemente das condições históricas materiais, pensou nessas idéias, julgou-as corretas e passou a agir por elas, criando a realidade designada e representada por elas. Analise as proposições a seguir como VERDADEIRAS ou FALSAS, a partir da(s) função(ões) primordial(is) da ideologia.
    I - Ocultar a origem da sociedade.
    II - Dissimular a presença da luta de classes.
    III - Negar as desigualdades sociais.
    IV - Oferecer a imagem ilusória da comunidade originada do contrato social entre homens livres e iguais.
    Cabenos afirmar que:
    a) Somente as proposições I, II e IV são verdadeiras.
    b) Somente as proposições I, III e IV são verdadeiras.
    c) Somente as proposições I e IV são falsas.
    d) Somente as proposições II e IV são falsas.
    e) Todas as proposições são verdadeiras.

    GABARITO:
    31 A
    32 A
    33 A
    34 C
    35 A
    36 E
    37 B
    38 E
    39 D
    40 E

    Prova e Gabarito - Professor de Filosofia - Município de Lucas do Rio Verde - MT - MSCONCURSOS - 2011

    CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

    21. Dentre as teorias contemporâneas de aprendizagem, destaca-se a que implica em estudar cientificamente a aprendizagem como um produto resultante do ambiente, das pessoas ou de fatores externos a elas. Preocupa-se em como as pessoas lidam com estímulos ambientais, organizam dados, sentem e resolvem problemas, adquirem conceitos e empregam símbolos. Esse pressuposto refere-se à teoria:
    a) Associacionista.
    b) Comportamentalista.
    c) Cognitivista.
    d) Humanista.

    22. Na teoria sociointeracionista, a criança aprende e se desenvolve a partir do contato com o meio em que vive e com as pessoas de seu convívio. Para Vigotsky, o funcionamento psicológico estrutura-se a partir das relações sociais estabelecidas entre a criança e o mundo exterior. Nesta perspectiva, o papel do professor é:
    a) Ser o responsável pela realização das atividades educativas em grupo que estimulem a uniformidade.
    b) Ser mediador das relações sociais, na qual a linguagem ocupa papel central no desenvolvimento da criança.
    c) Aplicar o currículo e desenvolver técnicas e estratégias de comunicação com intencionalidade educativa.
    d) Preocupar-se em ensinar as normas de comportamentos preestabelecidos socialmente.

    23. A LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96, em seu Artigo 24, inciso V, estabelece que a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
    a) Avaliação contínua com obrigatoriedade de recuperação.
    b) Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno.
    c) Avaliação cumulativa prevalecendo os aspectos quantitativos dos resultados ao longo do período letivo.
    d) Avaliação cumulativa com possibilidade de avanço nos cursos e nas séries.

    24. Dentre as práticas pedagógicas encontra-se a avaliação do processo ensino e aprendizagem. De acordo com Bloom (1993), há três tipos de avaliação: diagnóstica, formativa e somativa. Assinale a afirmativa CORRETA:
    a) A avaliação somativa tem como função replanejar os conteúdos de ensino.
    b) A avaliação diagnóstica aplica-se especificamente no início do ano letivo.
    c) A avaliaçaõ somativa permite aperfeiçoar as aprendizagens em curso sem a preocupação de classificar.
    d) A avaliação formativa tem função controladora, orientadora e motivadora.

    25. De acordo com Libâneo, o planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto escolar. Para que os planos sejam efetivamente instrumentos para a ação, devem ser como um guia de orientação e devem:
    a) Apresentar ordem sequencial, objetividade, coerência e flexibilidade.
    b) Apresentar objetividade, ordem sequencial e avaliação.
    c) Assegurar a elaboração e transmissão dos conteúdos.
    d) Prever objetivos e conteúdos independentes das condições socioculturais dos alunos.

    26. Como afirma Libâneo (1994, p. 225), "O planejamento não assegura, por si só, o andamento do processo de ensino". O importante é que o planejamento sirva para o professor e para os alunos, que ele seja útil e funcional a quem se destina objetivamente, através de uma ação consciente, responsável e libertadora. Os elementos fundamentais para a elaboração do plano de aula são:
    a) Objetivos, conteúdos, exequibilidade e avaliação.
    b) Objetivos, conteúdos, intencionalidade e avaliação.
    c) Objetivos, conteúdos, estratégias e avaliação.
    d) Objetivos, atividades, recursos e avaliação.

    27. Assenta-se nos princípios da Pedagogia Progressista mais valor à relação professor/aluno, na qual "educador e educandos são sujeitos do ato de conhecimento, eliminando-se toda atitude de autoritarismo". De acordo com essa concepção, ao professor cabe:
    a) Administrar as condições de transmissão dos conteúdos e mediar os conflitos de relacionamentos entre os alunos.
    b) Selecionar, organizar os conteúdos e os métodos de aprendizagem, participação e memorização.
    c) Propor conteúdos e métodos compatíveis com as experiências dos alunos, mobilizando-os para uma participação ativa.
    d) Ser apenas um elo entre o conhecimento e o aluno, mediando os problemas de relacionamento que interferem no processo de ensino e aprendizagem.

    28. A avaliação escolar desenvolve-se nos diferentes momentos do processo ensino e aprendizagem. Na perspectiva de uma avaliação mediadora, as práticas avaliativas:
    a) Fundamentam-se em dados quantitativos a partir das respostas apresentadas pelos alunos nas atividades propostas.
    b) Baseiam-se em formas padronizadas de instrumentos avaliativos como: tarefas, exercícios, provas e testes.
    c) Devem ser parciais tendo em vista a capacidade de memorização dos alunos.
    d) Exigem a observação individual de cada aluno, atenta ao seu momento no processo de construção do conhecimento.

    29. Saviani (2005), seguindo a lógica da teoria dialética de elaboração do conhecimento científico, explicita o movimento do pensamento em três grandes momentos: ao momento de afirmação, ou seja, o momento de explicitar a visão de conjunto do todo; o momento de mediação, de negação da visão inicial e o momento em que se estabelece uma nova totalidade, concreta, caracterizada por novas relações e determinações. Esses momentos denominam-se, respectivamente:
    a) Síncrese, análise e síntese.
    b) Análise, intervenção e síntese.
    c) Análise, mediação e síntese.
    d) Teorização, análise e síntese.

    30. "[...] o professor com autoridade é também aquele que deixa transparecer as razões pelas quais a exerce: não por prazer, não por capricho, nem mesmo por interesses pessoais, mas por um compromisso genuíno com o processo pedagógico, ou seja, com a construção de sujeitos que, conhecendo a realidade, disponha-se a modificá-la em consonância com um projeto comum". (Vasconcellos, 1995, p. 44). Nesse sentido, a educação escolar por meio da autoridade e da disciplina deve:
    a) Apostar na liberdade e permissividade dos alunos.
    b) Despertar no aluno o senso de cidadania, de igualdade, de justiça, de direitos e deveres.
    c) Estabelecer um conjunto de regras e valores que delimitam a liberdade.
    d) Ter como base de poder disciplinar o currículo, elemento fundamental na organização pedagógica.

    31. A ética ativa em nós a capacidade de pensar; ela nos leva a agir; tem a potencialidade de religar-nos aos outros; desdobra-se em diálogo; requer compromisso. Por outro lado, ela é vivida subjetivamente, pois cada pessoa busca garantir o espaço que lhe é próprio; por outro lado, leva-nos a descentrar-nos e desenvolver o altruísmo (AGOSTINI, Nilo - p.10, 2010). Entende-se por "altruísmo":
    a) A disposição que inclina o ser humano a se dedicar aos outros.
    b) A intervenção divina ou sobrenatural sobre as ações humanas.
    c) A disposição para o egocentrismo.
    d) A negação do apego, da veneração e da bondade humana.

    32. As leituras na linha da pós-modernidade captam, por sua vez, o fracasso dos sistemas unitários e totalizantes dos grandes relatos ideológicos e passam a valorizar a diferença, o pluralismo, a relativização, a desconstrução, o dissenso e o diferindo. Colocam em cena e dão cidadania aos muitos estilos díspares, ao próprio de cada linguagem e formas de vida, à fruição instantânea. É como "dançar nos abismos" (Nietzsche). A afirmação da proposição em destaque, segundo Nilo Agostini, p. 15, 2010, significa:
    a) Dançar diante da libertação ética e estética de novas possibilidades.
    b) Que o projeto moderno não foi concluído e, além disso, contém uma utopia a se realizar.
    c) A modernidade, enquanto movimento histórico-cultural, caracteriza-se pelas revoluções científica, política e cultural.
    d) Buscar a unidade na ação e na razão comunicativa.

    33. Para Sócrates a Ética é uma ciência e pode ser ensinada e que a consciência, uma vez esclarecida, conduz a vontade ao Bem; este não é senão o conjunto de proposições fruto do acordo entre o indivíduo consigo mesmo e com os outros (AGOSTINI, Nilo - p. 24, 2010). Assim, a educação dos cidadãos consiste, numa tarefa ética primordial. Essa tarefa (doutrina) da ética é chamada de:
    a) Intelectualismo moral.
    b) Maiêutica.
    c) Ironia.
    d) Virtude.

    34. Aristóteles, longe do rigorismo moral de Platão, não dispensa nada desse mundo. A verdade não está fora desse mundo. Para ele, "o universo aparece como uma imensa hierarquia de planos da realidade subtendidos, orientados, "aspirados" por um movimento de conjunto em direção à Perfeição; todo indivíduo é duplo, composto de uma "matéria" (uma capacidade indefinida e confusa a transformar) e de uma "forma" (uma tendência à organização, à realização estruturada das qualidades potenciais da matéria). Numa escala de ascensão contínua chega-se aos níveis superiores, uma Forma das formas, identificada como Deus, o Bem ou o primeiro Motor, sendo o topo da pirâmide, o que ama sendo atraído pelo objeto amado" (AGOSTINI, Nilo - p. 28-29, 2010). Sabemos que os primeiros tratados de ética foram elaborados por Aristóteles. Assinale a alternativa que apresenta o tratado ético elaborado por Aristóteles:
    a) Ética a Nicômaco.
    b) Ética a Dianoética.
    c) Ética a Diacômaco.
    d) Ética a Nicômalo.

    35. A felicidade, para Aristóteles, não corresponde à busca de riquezas, de honrarias, pois estas são apenas "meios". É, antes, fruto da busca do bem perfeito, desejado por si mesmo e não como meio, que torna o ser humano "autossuficiente". A palavra "felicidade" como meio para alcançar o Fim que desejamos por si mesmo é traduzida na filosofia aristotélica por:
    a) Eudaimonia.
    b) Experdise.
    c) Eugenia.
    d) Maiêutica.

    36. À medida que o cristianismo transforma-se em religião oficial do Império Romano e passa a ser a referência principal para a sociedade, destaca-se a emergência da ética cristã. O predecessor das éticas medievais é:
    a) Zenão de Cítio.
    b) Boaventura de Bagnoregio.
    c) Tomás de Aquino.
    d) Agostinho de Tagaste.

    37. Segundo Alfred N. Whitehead, "a história da filosofia moderna é a história do desenvolvimento do cartesianismo em seu duplo aspecto, de idealismo e de mecanicismo. Ou seja, o desenvolvimento da filosofia moderna avança à medida que desdobra as temáticas subjacentes à res cogitans e à res extensa" (AGOSTINI, Nilo - p. 42, 2010). Whitehead, ao referir-se à coisa pensante e a tudo que é extenso e divisível, está referindo-se a filosofia de:
    a) Friedrich Nietzsche.
    b) Immanuel Kant.
    c) David Hume.
    d) René Descartes.

    38. Considerando as éticas da era da "consciência" (Nilo Agostini- p 41-50), relacione os seguintes filósofos aos pensamentos apresentados e defendidos por eles:
    I - René Descartes.
    II - David Hume.
    III - Immanuel Kant.
    IV - Friedrich Nietzsche.
    ( ) A razão humana é entendida como reta razão (bona mens), que pertence a todos os seres humanos, sendo esta a "a coisa mais bem distribuída no mundo".
    ( ) Refuta o racionalismo e funda seu pensamento na experiência sensível. Para ele, as paixões e os desejos são fontes diretas e imediatas das ações.
    ( ) A verdadeira moralidade supõe um verdadeiro respeito pelos valores que estão implícitos na obediência aos imperativos categóricos.
    ( ) Rejeita a possibilidade do juízo moral, pois toda moral é condicionada e particular, uma mera possibilidade histórica.
    A sequência CORRETA é:
    a) IV, II, III e I.
    b) I, IV, II e III.
    c) IV, III, II e I.
    d) I, II, III e IV.

    39. Não há como educar fora do mundo. Nenhum educador, nenhuma instituição educacional pode colocar-se à margem do mundo, encarapitando-se numa torre de marfim. A educação, de qualquer modo que a entendamos, sofrerá necessariamente o impacto dos problemas da realidade em que acontece, sob pena de não ser educação. Em função dos problemas existentes na realidade é que surgem os problemas educacionais, tanto mais complexos quanto mais incidem na educação todas as variáveis que determinam uma situação. Deste modo, a "Filosofia na educação" transforma-se em "Filosofia da Educação" enquanto reflexão rigorosa, radical e global ou de conjunto sobre os problemas educacionais. De fato, os problemas educacionais envolvem sempre os problemas da própria realidade. A Filosofia da Educação apenas não os considera em si mesmos, mas enquanto imbricados no contexto educativo. Não se pode encarar a educação a não ser como um que-fazer humano. Que-fazer, portanto, que ocorre no tempo e no espaço, entre os homens, uns com os outros. Disso, resulta que a consideração acerca da educação como um fenômeno humano nos envia a uma análise, ainda que sumária, do homem. A concepção humanista, que recusa os depósitos, a mera dissertação ou narração dos fragmentos isolados da realidade, realiza-se através de uma constante problematização do homemmundo. Seu que-fazer é problematizador, jamais dissertador ou depositor. A concepção humanista da educação é defendida por:
    a) José Carlos Libâneo.
    b) Antonio Joaquim Severino.
    c) Carl Rogers.
    d) Paulo Freire.

    40. Analise as proposições das correntes filosóficas da educação:
    I - Para Augusto Comte, o Positivismo é a última etapa da humanidade, que se elevou do "estágio teológico", no qual tudo se explicava de maneira mágica, e do "estágio metafísico", em que a explicação se contentava com palavras. A base teórica do positivismo apresenta três pontos: 1) Todo conhecimento do mundo material decorre dos dados "positivos" da experiência, e é somente a eles que o investigador deve se ater; 2) Existe um âmbito puramente formal, no qual se relacionam as ideias, que é o da lógica pura e o da matemática; e 3) Todo conhecimento dito "transcendente" ? a metafísica, a teologia e a especulação acrítica ? que se situe além de qualquer possibilidade de verificação prática, deverá ser descartado.
    II - Concebe-se a fenomenologia como o estudo dos fenômenos em si mesmos, independentemente dos condicionamentos exteriores a eles, cuja finalidade é apreender sua essência que é a estrutura de sua significação. Na segunda metade do século XVIII, o filósofo Jean-Henri Lambert denominou a fenomenologia como a "teoria das aparências", para distinguir a aparência das coisas do que elas são em si mesmas; com Hegel, na Fenomenologia do Espírito (1807) "é a ciência da experiência que faz a consciência"; e Edmund Husserl, nas primeiras décadas do século XX, faz da fenomenologia uma meditação sobre o conhecimento, considerando que tudo que é dado à consciência é o fenômeno. Para ele, a consciência é intencional e não está fechada em si mesma, mas define-se como certa maneira de perceber o mundo e seus objetos.
    III - O materialismo histórico é a aplicação da teoria de Karl Marx ao estudo da evolução histórica das sociedades humanas, pelas quais o modo de produção dos bens materiais condiciona a vida social, política e intelectual que, por sua vez, interage com a base material. Marx e Engels afirmam que a história de todas as sociedades do passado é a história da luta de classes. Nesse sentido, no decorrer do processo histórico, as relações econômicas evoluíram segundo uma contínua luta dialética entre os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores espoliados e explorados.
    IV - Para o pesquisador no materialismo histórico não há fechamentos e nem sistemas concluídos, pois estar no mundo é sempre interrogá-lo. Coloca-se em destaque as percepções dos sujeitos e, sobretudo, salienta-se o significado que os fenômenos têm para as pessoas. Assim, "o mundo não é aquilo que eu penso, mas aquilo que vivo, sou aberto ao mundo, comunico-me indubitavelmente com ele, mas não o possuo, ele é inesgotável".
    Após a análise das proposições acima é CORRETO afirmar que:
    a) Apenas a proposição I está incorreta.
    b) Apenas a proposição II está incorreta.
    c) Apenas a proposição III está incorreta.
    d) Apenas a proposição IV está incorreta.

    GABARITO:
    21-C 31-A
    22-B 32-A
    23-B 33-A
    24-D 34-A
    25-A 35-A
    26-C 36-D
    27-C 37-D
    28-D 38-D
    29-A 39-D
    30-B 40-D